quarta-feira, 17 de junho de 2015

Como reiniciar um relacionamento conjugal?

Reiniciar um relacionamento conjugal nunca é um trabalho fácil; mas também nunca é tarde para recomeçá-lo. Alias, é mais fácil continuar num relacionamento em que não há harmonia e não há mais respeito, em que a simples presença de um incomoda o outro, em que não há mais pontos em comum... Creio que é mais difícil continuar num relacionamento assim do que tentar recomeçá-lo. Vocês devem questionar: um casamento desses vale a pena?

Quando se passa pelo processo de autoconhecimento, percebe-se que as dificuldades do relacionamento servem para levar a pessoa a aprender algo a respeito. Nada acontece por acaso. Não são por acaso tantos desencontros na vida de um casal. É preciso buscar ajuda, pois para eles, sozinhos, fica difícil de entender o que esta acontecendo.

A orientação de uma terceira pessoa que não esteja envolvida emocionalmente e que seja profissionalmente capacitada é essencial. É bom lembrar: na dificuldade está sempre a possibilidade de se criar um novo caminho.
Por isso tudo, não adianta “pular de galho em galho” enquanto não se muda internamente.

A tendência é de que as mesmas dificuldades se repitam, pois os problemas não são deixados no ultimo relacionamento: eles são levados para os relacionamentos seguintes, se não houver uma conscientização dos próprios erros. É sempre bom, primeiramente, aprender a se relacionar bem com a pessoa com a qual você esta e, só depois disso, pensar se quer continuar ou não a conviver com ela.



Ainda dentro desse contexto, podemos considerar os homens de 45,50,60 anos, que saíram de seus casamentos para conviver com mulheres de 20,30 anos , e juram que é amor o que elas sentem por eles. Normalmente, são homens inteligentes, de sucesso, bem conceituados, são pessoas que tiveram um comportamento considerado normal. Porém, existe uma diferença: quando uma mulher de 45,50,60 anos convive com um rapaz de 20,25 anos, ela tem consciência de que esse relacionamento é passageiro e de que, por mais dinheiro que ela possa oferecer a ele, esse companheiro não é eterno, ou melhor, esse convívio pode não ser verdadeiro por muito tempo.

Ela tem a ciência clara disso: esse jovem, no começo, ficara seduzido, deslumbrado pelo mundo novo e encantador que ela pode lhe oferecer. Mas, e quando toda essa novidade passar? E quando acabar essa ilusão que o dinheiro oferece? Ora, ela sabe que o dinheiro compra quase tudo, menos as coisas mais importantes da vida, como o verdadeiro amor, saúde e felicidade. Enfim, tenho alguns clientes que, estando na segunda união, procuram-me depressivos e desiludidos.
Quando deixaram suas ex-parceiras, esperavam ter uma vida nova, sem os rancores, as cobranças e o controle que viviam em seus antigos casamentos. E, para seu desespero, hoje continuam vivendo o mesmo drama: brigas e mais brigas por ciúmes e desconfiança por parte de suas atuais mulheres. Alguns reconhecem até que viviam melhor antes!
É importante que se entenda isso: relacionar-se é hoje um dos maiores desafios do ser humano.

Autora: Edith Nicz - Psicóloga.
Fonte: Relacionamento Amoroso.

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